Desvio de personalidade nas redes, uma patologia social

Após intensa e extensa análise cognitiva e comportamental de grupos de usuários das redes sociais, mapeados por interação contínua, acompanhamento de perfis e observação de reações perante exposição a temas complexos, ofensivos, empíricos, científicos e de conotação psicológica agressiva, que de alguma maneira toquem no ego, autoestima, conhecimento, poder de persuasão, complexos; intercalados com temas de fé, esperança, boas práticas, ética, moral, lazer, felicidade e familiar pude concluir algumas coisas em relação a um grupo homogêneo de grande participação nas redes sociais, estudo que embasou meu artigo científico de Especialista em Sociologia, intitulado “Relacionamentos interpessoais – Quando as pessoas transformam a rede social em antissocial” e me levou e perceber o perigo e a exposição que a maioria das pessoas sofre nas redes, podendo ocasionar, além de patologias como depressão, insônia, desorientação, fobias, também e principalmente a sua ruína social, de empregabilidade e familiar.

O estudo científico abordou as reações de usuários em seu cotidiano tradicional frente à interação contínua e exposição de status, pensamentos, atitudes, ações e reações.

Demonstrou que o mais importante para essas pessoas, em geral, é tentar provar que é ou que faz algo que é tido pela maioria dos grupos como ideal e referência, mesmo sem ter as aptidões necessárias, pois tudo na rede é superficial e acaba-se no próximo tema proposto.

Também que as reações quando não há comunicação direta entre os interlocutores, tendem a ser mais ofensivas e impetuosas, fazendo-se demonstrar muitas vezes personalidades diferentes e até contrárias ao que se é ou o que se faz verdadeiramente.

E esse transtorno tem uma característica comum que é a tendência obsessiva de demonstrar ser o que você não é. Isto se dá para ser aceito em grupos, para liderar ações e pessoas e até para satisfazer o ego pessoal, uma vez que as pessoas que estão neste grupo, geralmente se consideram (e são) na vida real vítimas, inferiores, com baixa estima, pessimistas, depressivas, incapazes de atingir metas ou de levar a frente projetos próprios, optando então, pela facilidade e pela necessidade de ser como outra pessoa é, ou de viver a vida de outra pessoa, o que passa a ser mais importante que os próprios objetivos. E a pior parte desta tragédia existencial é que isso leva a pessoa muitas vezes a acreditar no que escreve, isto é, pela repetição o cérebro acaba aceitando a mentira e vivendo uma falsa personalidade.

Faço questão de destacar também que perfis de facebook tendem a ter mais inverdades sobre estudo, vida social, emprego, que outros das mesmas pessoas em links considerados mais sérios como linkedin.

 

Frações do artigo científico “Relacionamentos interpessoais – Quando as pessoas transformam a rede social em antissocial” - Título de Especialista em Sociologia de Ulisses Andrade - Curso de pós graduação em Sociologia - Faveni - 2017